"De uns tempos pra cá, os grandes estrategistas de mercado passaram a afirmar que tudo que é escasso, como a criatividade, será super valorizado neste milênio".
Muito se tem falado sobre criatividade. Há quem a associe a originalidade, capacidade empreendedora, liderança, inteligência, a sensibilidade incomum ou talento artístico. De modo geral, porém, pressupõe-se que a expressão criativa seja uma característica individual e imutável: ou se tem ou não se tem.Este é mais um dos equívocos do senso comum. Todos nascemos com um potencial criador e a criatividade é algo que se DESENVOLVE em cada ser humano, a partir de um ambiente que propicie isso. Criar, do latim "criare" significa dar existência, fazer brotar. É criando que um ser humano dá sentido à sua vida, se renova, se atualiza e mantém o permanente fluxo que conduz e modifica a História através dos tempos. Portanto, criar é fundamental para manter a própria continuidade da vida.
Mas, se criamos o tempo todo, como pode a criatividade ser algo que nos demanda contínua atenção e desenvolvimento? Ou melhor: o que, afinal estamos criando? Para que e para onde estamos criando?
Ao longo destes trinta anos de experiência com grupos, observo que na maioria das vezes criamos para manter as coisas exatamente como estão. Para manter nossa sensação de permanência, de segurança, de previsibilidade. E embora acostumados a conviver com as incertezas e necessidades do dia a dia, nos assustamos e rejeitamos o inesperado, quando este bate a nossa porta. Queremos eliminar o sofrimento, mas sem mexer no que o causa.
Porém, neste mundo cheio de contradições e em constante mudança, o novo brota sem parar. Para lidar com o paradoxo de nos sentirmos seguros e enfrentar o inesperado, forjamos estratégias que parecem mudanças, mas que são na verdade ajustes, formas diferentes de se repetir a mesma coisa. Finalmente, isto acaba nos levando a mais confusão, sofrimento e frustração.
A criatividade se desenvolve quando RECONHECEMOS esses modos de repetição. Quando tomamos consciência da FORMA como estes padrões se expressam em cada um de nós e os aceitamos. Só assim podemos abrir mão deles, só assim podemos abraçar o novo sem nos sentirmos ameaçados, só assim podemos nos tornar aptos a criar novas realidades com o que temos e fazê-las significativas. Só assim podemos viver uma vida que vale a pena ser vivida.
A metodologia criada para os grupos "Sou mais do que Pareço" tem como objetivo desenvolver a criatividade, por meio da dissolução dos modos de pensar, sentir e agir automáticos de seus participantes. Temos como prioridade competências fundamentais do ser humano e uma permanente atenção a como cada um vive e desenvolve melhor essas competências.
Penso que é daí que vem o sucesso deste trabalho: a mudança do funcionário é visível e o resultado lucrativo para todos, para ele mesmo, seus familiares, colegas e para a Organização.
Marcia Campbell Stocler
Diretora dos grupos



