18 outubro 2012
03 setembro 2012
Encerramento Sou Mais do que Pareço Turma 2008
"Sou Mais do que Pareço" é hoje um modo singular de mudar pessoas que podem mudar o mundo"
"Um ambiente acolhedor, solidário."
"Somos o que criamos e vamos na permantente
relação com o outro."
-Marcia Stocler, Coordenadora do "Sou Mais do que Pareço"
Num escritório, numa firma, nas empresas e instituições as pessoas trabalham para que estes locais produzam, lucrem e lhes dê um retorno financeiro que, supostamente, supra suas necessidades básicas, lazer, educação, saúde, etc. Se nós, seres que preenchem e dão vida a estas organizações, pensarmos somente assim, na produção e no atingimento de metas, certamente, em pouco tempo, estaremos nos sentindo vazios, com pouca motivação e sofrendo de um dos males do século: o estresse e se não nos cuidarmos caminharemos para a atual “síndrome de burnout”.
No livro “Criatividade. Processos Criativos” a artista plástica Fayga Ostrower afirma que criar é uma necessidade orgânica, inerente ao indivíduo, caracterizando-o como um ser único. A criação, ou seja, algo que se materializa, se realiza no seio de uma determinada cultura, configura-se como uma fonte de estímulo para outras produções, que passam a integrar e documentar a cultura local, transformando, interna e externamente, o sujeito e a sociedade. Deste modo, pode-se dizer que a criatividade está para o humano, assim como a criação está para todas as culturas e nasce imersa nos seus costumes e valores.
É nesta vertente da criatividade humana que pode ser contextualizado o trabalho que vem sendo desenvolvido por Marcia Campbell Stocler no Grupo Sou Mais do que Pareço, atividade integrante do Programa de Desenvolvimento para os Funcionários da PUC-Rio. Marcia, bacharel em Teatro e licenciada em Artes Cênicas, concluiu também o curso de Psicologia. Ambas as formações a inspiraram a criar este trabalho, que dirige com amor, dedicação e competência e vem sendo construído no seu dia-a-dia.
O pretexto para a criação desta atividade foram as relações humanas, imprescindíveis em qualquer contexto e inevitáveis no ambiente de trabalho. Para qualquer lugar que nos deslocamos ou permanecemos, levamos quem nós somos, com todas as nossas qualidades e facilidades, assim como defeitos e dificuldades. Desta forma atuamos na vida, o nosso grande teatro. E é neste lugar, na vida, que precisamos iluminar os recantos sombrios do nosso ser e deixar acontecer a beleza e luminosidade da consciência de quem somos.
No grupo Sou Mais do que Pareço, os funcionários, professores e membros da comunidade PUC têm a oportunidade de, sob o olhar cuidadoso e atento da diretora, poder viver as diversas “personas” que habitam em cada um através do teatro. Desenvolver o seu repertório de comportamentos e a partir da tomada de consciência dessas máscaras pessoais, e da possibilidade de utilização de cada uma delas nas mais variadas situações da vida pessoal e profissional, poder viver a experiência da criação e da invenção do si mesmo. No trabalho semanal do grupo, o autoconhecimento vai se dando a partir de cenas teatrais que oportunizam a integração das expressões motoras com as compreensões emocional e intelectual. A utilização deste manancial de possibilidades, criadas a partir da atuação teatral, estimula “o aprendizado experiencial da pessoa e a evolução de novos autoconceitos com base nestas criações comportamentais” (Zinker, J. 2007, pág. 144).
Os esquetes apresentados pelo grupo, que durante 3 anos trabalhou junto e se formou em 2011, foram criados por eles próprios a partir de suas experiências simples do cotidiano. Estas cenas criadas e criativas deram a oportunidade aos participantes de desalojar e reintegrar comportamentos, sentimentos e ideias mal situadas no ser de cada um e abrir a possibilidade de se apresentarem de uma forma nova nas suas personalidades.
Enfim, retomando o pensamento de que “criar é uma necessidade orgânica” e é o que caracteriza o humano, podemos dizer que uma das propostas mais vibrantes do grupo Sou Mais do que Pareço é estimular o desenvolvimento do ser para que ele possa, cada vez mais, se igualar pela sua humanidade, criando e conhecendo novas possibilidades de se relacionar e ser feliz na sua vida, tanto pessoal quanto profissional.
-Tereza Milagres, Coordenadora do Programa de Desenvolvimento da PUC-Rio
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Programa de Desenvolvimento para os Funcionários da PUC-Rio
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Grupo "Sou Mais do que Pareço"
02 agosto 2012
Liderança - Voltando das Férias
Liderança - um estar no agora
Tenho visto todos os dias divulgação de cursos e atividades para líderes. São muitas atividades e linhas de trabalho, enfocando este lugar nas organizações. Assim, me parece ser um patamar não só de importância, mas também de grande exposição, contatos e, consequentemente, conflitos tanto internos quanto externos. Talvez haja contextos em que este lugar de líder não seja tão enfatizado. Mas uma coisa é certa, a liderança sempre estará presente onde há pessoas.
O Programa de Desenvolvimento para os Funcionários da PUC-Rio, desde seu início, em 2006 vem buscando abordar a questão da liderança na Universidade, principalmente no que diz respeito aos cargos de supervisão e coordenação de equipes pelos funcionários técnico-administrativos.
No Grupo de Liderança, atividade do Programa de Desenvolvimento que realizamos todos os anos, e que o RH promove, busca-se estimular justamente a discussão e reflexão sobre o lugar do líder no cotidiano dos setores da PUC. A cada ano o trabalho se transforma e se enriquece com a experiência e sugestões dos participantes do ano anterior.
Neste ano de 2012, encerramos o módulo I em 12/07. Este módulo foi composto por encontros que privilegiaram em cada um a discussão e reflexão de alguns temas importantes quando se pensa em liderança.
O primeiro encontro foi sobre Autoliderança, tema presente todos os anos no grupo pela importância do assunto. Autoliderança pressupõe autoconhecimento e aprofundamento em si mesmo. Não há como liderar pessoas sem se autoliderar, por isso temos convidado Robson Santarém, Anima Consultoria, que, de forma simples e profunda, nos coloca de frente com a necessidade de sermos pessoas melhores a cada dia.
Logo a seguir, convidamos a Profa. Maria do Carmo Oliveira, do Departamento de Letras, nossa parceira desde o início do Programa, para trazer a importância da Comunicação na nossa vida e como ela pode causar a guerra e a paz. As suas palestras têm nos estimulado a investir continuamente no aperfeiçoamento da habilidade da comunicação como um instrumento essencial para a boa liderança.
A palestra seguinte trouxe Maritza Motta, consultora particular, com toda a sua bagagem de trabalhos empresariais, abordando o tema “Motivação e automotivação. Autoestima e confiança”. Estes temas foram sugeridos pelos participantes de grupos anteriores como sendo pontos de dúvidas, lugares de conflito, que precisavam ser tocados e discutidos. Maritza trouxe um jogo de quebra-cabeças, bastante estimulante e revelador das relações e atitudes de cada um na realização da atividade.
Nesta mesma linha, o encontro sobre “Conflitos, criatividade e inovação” vem propondo um mergulho nas relações, pois o conflito surge delas, a criatividade emerge do atrito causado pelo conflito e a inovação nasce do desapego do que já não é mais, ou seja, do antigo, do que se costumava fazer, de um olhar novo para uma dada situação. Assim Tereza Milagres, Coordenadora de Desenvolvimento do Programa da PUC-Rio, trouxe este tema para o grupo vivenciar, se colocar e sair com questionamentos e olhares diferentes dos que chegaram.
Paralelo às palestras, pela primeira vez no Grupo de Liderança, levamos os participantes a definir uma competência que eles consideram importante para o melhor desempenho de sua liderança. Esta escolha partiu de cada um e da constatação da necessidade de melhorar este aspecto na sua vida. Após um trabalho de imersão e um atendimento individual com as coordenadoras, foi estabelecido por eles um plano de ação para o desenvolvimento da referida competência.
Para encerrar o módulo I, Marisa Espíndola, Gerente do RH da PUC-Rio, trouxe o tema “Liderança Situacional”, que sempre é apresentado nos grupos de liderança que já foram realizados, por acreditarmos que é de grande valia para os líderes. A Liderança Situacional estimula cada líder a buscar em si a flexibilidade, pois para cada membro da sua equipe, ele, líder, terá que atuar da maneira mais adequada para conseguir o melhor de cada um. Somos pessoas diferentes, agimos, nos comunicamos e atuamos de acordo com nossa bagagem cultural adquirida, por isso precisamos de líderes que tenham a sabedoria de nos dar aquilo que necessitamos para irmos crescendo profissionalmente e adquirindo tanto conhecimento quanto segurança para desempenharmos cada vez melhor o nosso papel.
Agora, iremos partir para o módulo II quando o grupo irá escolher um projeto para trabalhar juntos. Este projeto deve se circunscrever no âmbito da liderança do grupo. Ou seja, o que for escolhido para realizar não pode depender de uma instância superior para acontecer. O projeto visa a melhoria do dia-a-dia de trabalho dos membros do grupo e seus pares. O objetivo deste trabalho é colocar em prática a liderança de cada um. Nós, coordenadoras do trabalho, iremos nos atentar para como as relações no grupo estão se dando, e como elas estão revelando cada um para que este trabalho possa ser um instrumento de autoconhecimento e crescimento.
Tereza Milagres - Coordenadora de Desenvolvimento do RH da PUC-Rio
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Programa de Desenvolvimento para os Funcionários da PUC-Rio
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2.8.12
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30 julho 2012
Inscrições abertas!!!
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Programa de Desenvolvimento para os Funcionários da PUC-Rio
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30.7.12
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12 julho 2012
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